Estava aqui pensando em como já estive em lugares estranhos e nas roubadas em que já me meti em nome da “aventura tá ligado bródinho?”.
Um desses lugares com certeza leva medalha de ouro.Não sei porque cargas d’água que eu,o Renato e o Anderson resolvemos de uma hora para outra sair de São Paulo e ir para São Tomé das Letras,sem conhecer absolutamente ninguém que já tivesse ido para lá e não sabendo nada da cidade.E era Dezembro,pleno natal chegando.
Mas o fato é que fomos,apesar de eu não lembrar porque nem de quem deu a idéia.Pegamos um ônibus até 3 Corações e de lá pegamos um outro até São Tomé.Claro,esse 2º não poderia ser chamado de ônibus,era um pau de arara em que para entrar você tinha que apresentar a carteira de vacinação contra tétano,tal o estado de oxidação do busão.
Chegando na cidade ficamos impressionados com as construções de pedra,sem nenhum tipo de argamassa,só pedra por cima de pedra.No desembarque nós 3,adolescentes ingênuos da cidade grande,acostumados com a honestidade e gentileza dos Paulistanos,fomos abordados por um Tio que parecia o Caveira do He-man que se ofereceu para nos “alugar” um “pedacim” de suas terras para a gente armar a barraca (opa,epa).O Caveira nos levou para um meio do mato tão grande que se quisesse poderia ter nos matado e até hoje nossos corpos estariam por lá adubando a sagrada terra das Minas Gerais.
Claro que era do lado de um rio podre e sem nada por perto e claro que após sermos abandonados ao léu naquele fim de mundo e sem boa parte do nosso dinheiro tivemos que procurar um camping decente.E claro (de novo) que se fossemos mais espertos teríamos guardado dinheiro para ficar em uma pousada e se fossemos mais espertos ainda teríamos ficado em Sampa comendo um BigMac em algum shopping. (…continua)
