domingo, 22 de agosto de 2010

Cortando o coração em dois pedaços desiguais



 

diarios do purgatorioFoi a impressão que tive lendo o livro da Juliana DaCoregio – Diários do purgatório.Ler o livro é como assisti-la entregar a alma para os leitores,de mão beijada e sem cobrar nada.É ferida exposta,carne nua e crua e uma sinceridade que me incomodou do começo ao fim.

Para mim que a conheço pessoalmente é difícil aceitar que ela não é simplesmente uma gostosa agradável ao olhar,um lindo e louro pedaço de carne,como diz ela no livro.Porque ninguém é só isso afinal.Mas geralmente não queremos ver além da casca do individuo,nos incomoda as profundezas da alma de outro ser humano e eu não sou diferente.Ela se joga na tua frente e expõe um lado que não conhecemos,nós que não temos a sorte de lhe ser íntimos.Eu não queria saber Juliana,mas já que você contou…

O livro é pesado,denso e difícil de encarar se você esta passando por algum momento ruim.Não o leia se seus sentimentos estiverem a flor da pele porque é o tipo de livro que potencializa teu sofrimento.Ver alguém sofrendo e se abrindo assim não é fácil.

Não terei pena dela,porque acho que não foi essa a intenção ao escrever o livro.Ela quis gritar e se fazer ouvir.E conseguiu.Estou ensurdecido pelos gritos que ouvi a cada página lida.

Gostei do livro desde o prologo onde ela diz “É hora de confessar-me.Perdoem-me pois pequei diante de Deus e dos homens.E continuarei pecando.Bem-vindos ao purgatório!”

Com certeza te olharei com outros olhos daqui pra frente Juliana.E com muito orgulho de uma pessoa conhecida ter escrito algo tão bom.

Mais informações sobre o livro com a própria autora.

@judacoregio

Escrava das letras

11 comentários:

  1. Não lerei. Como a propria autora já me disse, sou amagurada. ABS aos não envolvidos.

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  2. "Sinceridade que incomoda..." Bem esse o espírito da coisa. Claro que alguns vão ler e ter outras interpretações, mas ser sincera como fui (sobre mim mesma, minhas experiências e sentimentos) incomodou a mim também. Mas incomodava mais ainda guardar aquilo tudo e, por mais que doa, quem nasce para escrever sabe que não dá para mostrar só o lado belo, quando o feio também está ali, às portas.
    Valeu pela resenha Chicuta! Amei!!!

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  3. Eu já sabia que ela escrevia bem, mas não sabia que tinha escrito um livro!

    Ela é bonita e talentosa ^^

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  4. Chicuta, sabe que eu estava falando justo isso para uma amiga outro dia desses. O que é mais difícil de escrever é justamente ter essa coragem de se revelar, se despir perante as pessoas. Eu acho que para ser um bom escritor talvez o mais importante seja essa "cara de pau" ( no bom sentido ).

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  5. Eu tambem quero!! :) Deve ser realmente muito bom! :D

    e quanto ao seu pai, ligue, nem que seja só pra perguntar como está o tempo. é como a tati disse, se dermos espaço, as coisas fluem.

    Beijos! ;*

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  6. Que bom, que bom, que bom. Loira, linda e inteligente. quero ser igual qd crescer.
    Beijinhos bronzeados e valeu pela canalhice que afaga o ego.

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  7. Que massa! Parabéns Ju. =)

    Me empresta Chicuta? hhehehe

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  8. Hummm, que bela crítica!
    Eu ando num momento péssimo da minha vida. Acho que não seria uma boa leitura então.
    Admiro que a Juliana fez. Escrever é bom, pois dá a sensação de retirar parte do peso dos problemas do ombro. Já tentei escrever sobre meus conflitos, mas acho mto difícil externar os sentimentos, escolher as palavras é complicado. E as vezes tinha a sensação de me fazer ou de coitada ou de muralha, dependendo do meu estado de espírito. Portanto admiro que consegue fazer isso. Parabéns pra ela!

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  9. Fiquei com vontade de ler, mas - ultimamente - meus dias não tem sobrado tempo nem para ler jornal. Grande parte por culpa minha, que sou um péssimo administrador do meu tempo.

    Parabéns Juliana

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  10. Tem meme e selinho pra vc no Escrava das Letras!

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  11. O seu blog foi citado neste post do Aleatorium.

    Abraço!

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