terça-feira, 11 de novembro de 2014

Não quero ser herói de porra nenhuma.



Quando era pequeno eu queria ser zoólogo. Meus amiguinhos queriam ser bombeiros, jogadores de futebol, astronautas. Eu não, eu estava decidido a ser zoólogo. Obviamente eu não sabia o que um zoólogo fazia, mas eu queria ser um, queria muito, ainda quero.

Entenderam? Eu não queria aparecer para a grande mídia, ser um herói das massas, resgatar a criancinha do incêndio, ser o primeiro homem a colocar os pés em Marte. Na boa, Marte que se fode-se, eu queria mesmo era ser zoólogo, não importa que porra fosse aquela.

E até hoje sou assim, eu não quero ser herói de nada, estou muito bem na minha posição de "ninguém". Nunca tive aspirações de escrever a melhor crônica da história e se dependesse de mim a criancinha pereceria, porque fogo dói e fumaça sufoca.

Não consigo entender essa sanha das pessoas de sempre quererem ser os melhores em tudo, serem a última bolachinha do pacote. Eu só quero ser a bolachinha do meio, aquela que as pessoas pegam quando já estão meio enfastiadas e só vão comer mesmo de zólhudas.

E não me venham com essa de falta de ambição que eu vou aí bater em vocês hein. Eu tenho uma ambição enorme, desmedida. Minha ambição é simplesmente não ser um perdedor como a maioria das pessoas. Encarem os fatos amigos, somos todos perdedores eu, você e o Álvaro Garneiro. Tá... o Álvaro Garneiro não... O cara é foda.

Desencanem de serem os melhores e sejam vocês mesmos, por mais que vocês se esforcem sempre vai ter um FDP de um asiático melhor do que vocês. Desencanem. Sejamos medianos e tenhamos a ambição de não sermos perdedores. Já esta mais do que bom.

3 comentários:

Fala que eu te escuto.