domingo, 5 de novembro de 2006

EPISÓDIO 17 - EU FUI COM O JÔ


Eu como sou um cara bonito,lindo e sensual comecei a descabaçar todas as meninas da Batata,a casa vivia cheia de mulheres,causando assim uma grande inveja no Rebelo e o extremo ódio dos pais das meninas.Uma delas se chamava Silvana,loirinha,bonitinha e putinha. Eu estava ficando com ela e como estava na pernada fui obrigado a chamar o Jô,vulgo traíra, que tinha carro para sair conosco.Claro que eu não iria levar o cara para ficar segurando vela e empatar a minha foda então convidei a Liege,vulgo A Louca, para ir também,mas quem conhece a Liege sabe que o Jô não ficou muito feliz em ter que passar a noite toda ouvindo aquela doente falando merda no ouvido dele.Tudo correu muito bem,o serviço foi feito no mais alto padrão Chicuta Enterprises de qualidade,e todos ficaram felizes,pelo menos eu a vadia e a louca.Mas na empolgação eu esqueci de um detalhe muito importante, a Silvana é provavelmente a maior Maria Gasosa já vista neste lado do planeta...
No outro dia estávamos eu , o Rebelo, o Binho Dez Real e o Marcelinho lá em casa,tomando duas bebidas de alto poder energético e elevado poder cú de canistico: Maracujazinho e Coquinho,bebidas de alto padrão internacional,importadas das plagas de Treze de Maio,feitas com a mais pura água de mina e as duas proibidas pela ONU,como armas químicas de alto poder destrutivo.
Bom,sem mais nem menos, a Louca da Liege aparece gritando “-Chicuta, a Silvana ficou com o Jô”.Em uma situação normal eu teria deixado a vadia dando para o traíra sossegada,mas com dois litros de maracujazinho e coquinho no cérebro me aconselhando eu me transformei naquele ser ignominioso e desprezível “O CORNO DO MATO”. (Aquele que quer matar todo mundo),peguei uma arma de última geração que eu tinha na gaveta,um estilete que o Lokinho havia roubado no Angeloni, e fui para lá lavar a minha honra com sangue.Mas as duas bebidas acima citadas não só são péssimas conselheiras como também são péssimas para a coordenação motora, e no afã de esquartejar o Jô acabei cortando a minha própria mão!
Depois de perder noventa por cento do sangue que tinha no corpo consegui convencer o Dez Real a me levar para o hospital onde fui muito bem costurado pela competente equipe médica da emergência do São João Batista,estava tão bêbado que nem senti nada,acho que nem deram anestesia.
Como era dia primeiro de Maio,dia do trabalho,eu que até então sempre havia sido vagabundo,fui festejar no Baile da Canguru,com a mão enfaixada e tudo e cheio de antibiótico no corpo. Lá encontrei o Rebelo e o Marcelinho,os dois com copos de vodka na mão,extremamente preocupados com a minha saúde.Ainda não tinham conseguido parar de rir e ficavam cantando:”Eu fui com o Jô,fui com o Jô...” Ao som de “Want to be love” do Bob Marley.Filhos da puta.
Mas de qualquer forma eu acabei lavando a minha honra com sangue,o meu sangue!

2 comentários:

Fala que eu te escuto.